O que os dados revelam sobre o gap
Apesar dos multiplicadores de resultado, apenas dois em cada cinco líderes de negócio incluem estratégia de marca como fator primário nas suas decisões de crescimento. A pesquisa aponta que esse comportamento tem consequências mensuráveis, e o gap se explica por uma causa recorrente.
Quando a marca é construída para comunicar uma estratégia decidida por outros critérios, ela naturalmente fica fora das discussões mais importantes. Para entrar nessas discussões antes que as decisões sejam tomadas, a marca precisa ter sido construída para orientar: com posicionamento que define o território de atuação, com clareza sobre o perfil de cliente que a empresa quer atrair e com diretrizes capazes de informar tanto a comunicação quanto as decisões de portfólio, precificação e expansão.
A Gartner aponta ainda que a relevância da marca tende a crescer nos momentos de maior pressão competitiva. Com a aceleração da comoditização por IA, a estratégia de marca tornou-se um dos poucos ativos capazes de garantir uma posição distintiva e confiável, algo que nenhuma ferramenta automatizada consegue replicar diretamente.
Alguns dados da McKinsey ajudam a dimensionar essa mudança: